O primeiro processo foi a decupagem, que consiste em assistir a todo o material gravado e fazer uma pré-seleção das imagens. Das quinze horas gravadas, fiz uma pré-seleção de cerca de seis horas, cujo conteúdo foi capturado para uma ilha de edição digital.
Após a captura, comecei a edição do filme. Este foi um trabalho bastante cansativo, mas, ao mesmo tempo, muito divertido de ser feito. Apesar de ter trabalhado durante um mês, de 10 a 12 horas por dia, volta e meia disparava uma risada entre uma cena e outra.
De qualquer forma, é bom dizer que o trabalho de edição em um filme documentário é tão importante quanto o processo de filmagem, ou mesmo, até mais importante. Pois, como não existe um roteiro de edição, toda a seqüência narrativa do filme é produzida durante a edição. E em O Fabuloso Destino de Anísio Piu Piu, a edição deu a cara do filme.
Fechei o primeiro do corte do filme com 64 minutos de duração, porém achei que estava grande demais. Trabalhei um pouco mais e consegui fechar uma versão mais redonda com 55 minutos.
A partir daí, dei a início aos processos de finalização. A masterização de áudio foi feito por um técnico viçosense chamado Juliano Coutinho. Essa finalização consiste nos ajustes finais de som e correções como diminuir chiados, retirar ruídos, entre outros.
Quanto à finalização de vídeo, consegui fazê-la usando os próprios plug-in’s e corretores de cor do programa de edição Sony Vegas. A princípio, havia planejado uma finalização de vídeo com um colorista profissional, entretanto, o orçamento não suportou essa ação. Mesmo assim, as funções do programa editor Vegas foram surpreendentes. Portanto, consegui uma boa finalização de vídeo.
O último passo foi a produção do DVD, que vai contar com legendas em inglês e seleção de cenas. Além disso, teve também a produção gráfica, que ficou a cargo do designer Victor Godoi.
Agora é aguardar, a estréia do filme está marcada para o dia 21 de dezembro em uma sessão na Câmara Municipal de Carmo do Rio Claro. Até lá!

